Desenhando rostos

Desenhando rostos, de pessoas reais, foi uma das minhas primeiras atividades como ilustrador, desde criança…

Ainda no período de desenhar em vários objetos ( passando pelos citados K7’s..), e lembrando que uma das minhas primeiras ilustrações foi o desenho de meu rosto, quando fiquei me encarando no espelho do banheiro ( esse eu preciso achar, pra postar primeiro…faz tantos anos, não consigo imaginar onde guardei!)

E mesmo com minha dedicação a minha paixão por gibis de heróis, mais cedo ou mais tarde, essa categoria de arte, voltaria a me “assombrar”diria, porque sempre aparecia alguém me perguntando “você me desenharia?”.

Então desenhando rostos, passou a ser mais um acréscimo, uma aptidão resultante das situações do dia a dia de um desenhista, ou aspirante…quem sabe? ( nem vou mencionar de outras situações que tive até que de fazer tatuagem no ensino médio, pra não ter de apanhar.) aos poucos a ideia foi retornando,e esse incentivo externo, foi um dos principais influenciadores para alguns trabalhos meus.

Com a idade um pouco mais avançada, ( já estava entre 18 e 20 anos.), antes mesmo da faculdade, comecei a etapa de ficar desenhando rostos,novamente, não com a alegria de antes, até porque estava ainda na “vibe”das hq’s, e pra mim, desenvolver desenhos me baseando em realidade, não estava me deixando muito a vontade, talvez o motivo de tudo isso seja  por causa, da minha inerente timidez, quem sabe?

Mesmo assim, fui sendo seduzido por essa área ilustrativa voltada ao real, e na faculdade ela floresceu (eu sei,soou meio “gay”,mas não pensei em melhor termo que definisse esse momento..), obviamente meus colegas e amigos de classe, dentre professores não deixavam de me incentivar, todos queriam que eu fizesse meus desenhos inúmeras vezes ( como se não bastasse, ainda tinham matérias que praticamente solicitavam isso, como atividade..).

De certo modo, é muito bom saber que não só o dito artista, gostava de seus trabalhos, simpatizava, então sem dúvida o período na universidade foi o mais estimulante e frutífero, do que em outras ocasiões anteriores.

Inclusive em uma das feiras, administradas pela coordenação e protagonizadas pelo curso que fazia na faculdade, onde os alunos deixavam em exposição seus trabalhos artísticos para venda.

Surgiu a oportunidade de me redescobrir, quando três jovens moças, que nunca vi na vida, elogiando meus trabalhos me perguntaram se eu desenharia elas três numa folha de oficio na hora, claro que fiquei nervoso, é só analisar a situação, fiquei pasmo, nunca tinha feito isso na vida.

Desenhar olhando pra pessoa, sentada esperando você, no caso, três ao mesmo tempo, pensem no pânico!kk!

Enquanto conversava, ou olhando pra fotos, era tranquilo, mas daquela forma?…no imediatismo da situação? Impossível não ficar apreensivo, o medo de fazer “cagada” quase me dominou.

Mas o ambiente foi me tranquilizando aos poucos, e o clima de descontração e conversação durante meu processo produtivo, no tempo inteiro, elas começaram a me deixar bem mais a vontade, e deixei até meu lado bem humorado, prevalecer sobre o ansioso.

E o resultado foi muito satisfatório, e elas adoraram muito, pense no meu alívio, e até me pagaram na hora!! ( lembro que cada desenho eu cobrei 10 contos!…foi entre 2007 e 2008, então acho que estava dentro do valor do mercado!kkk!), dentro das circunstâncias e feito a lápis, em menos de meia hora, numa folha de oficio, na pressão da situação, percebi que sim, poderia, havia ali algo que merecia ser executado mais vezes, e um sorriso surgiu em meu rosto, e esse momento eu nunca esqueci.(até porque, entreguei o desenho único e original pras três moças.)POIM!

* A cachorra

Além de ficar desenhando rostos, eu  passei a me desafiar e desenhar um pouco de tudo, baseado em fotos, obviamente, graças a minhas experiências anteriores, a confiança começou a surgir.

E eram amigas, parentes, irmão, não havia distinção, até cachorra* tive de desenhar uma vez, pra agradar uma jovem e querida, moça que havia perdido ( para a morte!) seu querido bichinho de estimação.

Isso tudo costumava ser postado em meu perfil na extinta rede social, ORKUT ( Alguém ainda lembra?…ah saudades eternas!! …sério.), mas alguns casos tive até que entregar o desenho na folha originalmente desenhada mesmo, em cartolinas, na maioria das vezes.

Hoje, eu admito, que gosto, mas não acredito que seja a minha principal qualidade, até porque conheço pessoas que considero muito melhores nessa categoria, aqui mesmo em nosso estado, mas  não posso deixar de considerar a opinião dos outros, enquanto houverem próximos, amigos, parentes (até admiradores secretos, muitas vezes até via rede social.), que sempre fazem aquela velha pergunta, não posso então, reclamar e deixar simplesmente pra lá, e esquecer, até porque, incentivo maior que esse, acho que não há, mesmo.

Desenhando Rostos!

O casal vinte da família Vicente e Amanda ( meu irmão e esposa.), uma leve homenagem, que inclusive ele emoldurou e colocou na parede.

último trabalho nessa categoria. Feito em um de meus períodos na faculdade.

Esse acima, foi um de meus útlimos mais celebrados, durante meu contrato de curto prazo na UNIT. Acredito que foi praticamente unânime, o quanto esse agradou ao grande público, ao cliente, e porquê não, a mim mesmo?

Chamo de “Barretos”por motivos obvios, e sim, recebi meus honorários por ele.

Mesmo atualmente, optando por outras categorias artísticas, como montagens digitais, edições, manipulações, e claro quadrinhos, uma vez ou outra, fatalmente escuto um “você ainda continua Desenhando Rostos?”…ou “Você me desenharia com tal pessoa?”…em sumo, por mais que tente, é inevitável certas coisas, mas como disse antes, não posso reclamar,não é?